terça-feira, setembro 22, 2026
INÍCIO NacionalFuncionários da Caixa recusam terceira proposta e mantêm greve

Funcionários da Caixa recusam terceira proposta e mantêm greve

Os funcionários da Caixa Econômica Federal rejeitaram, nesta segunda-feira (21.set.2026), pela terceira vez, a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo banco e mantiveram a greve em assembleias estaduais, encerradas às 18h. A decisão ocorre após 12 dias de mobilização, iniciada em 10 de setembro, quando os trabalhadores promoveram a primeira paralisação em defesa de melhores condições de trabalho e benefícios.

A votação, realizada por plataforma eletrônica, reuniu funcionários de agências, lotéricas e superintendências de todo o país. Nos estados em que a oferta foi recusada, a maioria dos participantes optou por manter a paralisação, demonstrando insatisfação com as condições do ACT apresentadas pela direção do banco. A categoria reforçou que a continuidade do movimento visa pressionar por avanços considerados essenciais em áreas como saúde, carreira e remuneração.

A terceira proposta da Caixa incluía ajustes em diversos pontos do ACT, conforme apresentado pela direção em reuniões de negociação. Entre as principais mudanças estavam o aumento gradual da participação do banco no custeio do Saúde Caixa, passando de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027; a manutenção do modelo solidário e do pacto intergeracional, que preserva a cobertura conjunta de empregados da ativa, aposentados e pensionistas; a retirada da cobrança diferenciada por faixa etária, recurso presente em versões anteriores; e a fixação da contribuição do titular no plano em 3,7% da remuneração-base também a partir de 2027, com atualização nos valores cobrados de dependentes. Além disso, previa-se o pagamento de um prêmio extraordinário de R$ 3.000 por empregado, condicionado ao atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026; mudanças nos critérios de Promoção por Mérito, com a exclusão do Alcance Caixa dos deltas; e avanços em temas como carreira, programa Super Caixa, direitos de pessoas com deficiência, licenças, férias e saúde dos trabalhadores, sem abrir mão dos direitos já previstos no ACT específico da Caixa e na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários.

O ACT da Caixa funciona como um instrumento próprio, específico para a instituição, ao reconhecer a aplicação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários aos seus empregados, excetuando apenas as cláusulas expressamente ressalvadas. Enquanto a CCT geral foi assinada em 9 de setembro pelas entidades sindicais e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para vigorar até 31 de agosto de 2028, o ACT da Caixa complementa esse acordo com regras específicas, como as relativas ao Saúde Caixa e à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) do banco.

A nova CCT, válida para o período 2026-2028, inclui reajustes salariais, definição de pisos, vales e regras de PLR. Em paralelo, o ACT da Caixa está sendo negociado para vigorar entre 1º de setembro de 2026 e 31 de agosto de 2028, reunindo tanto as cláusulas gerais da convenção de bancários quanto as condições especificadas pela direção do banco.

O principal ponto de atrito nas negociações continua sendo o Saúde Caixa. Apesar de a terceira versão ter retirado a cobrança por faixa etária e elevado a participação da Caixa de 6,5% para 9% no custeio do plano, os empregados consideraram insuficientes as propostas de aperfeiçoamento do modelo solidário e decidiram manter a greve. Até que se chegue a um entendimento, a paralisação permanece inalterada.

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