sexta-feira, maio 29, 2026
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Caso Bacabal: delegado aponta principal suspeita no desaparecimento dos irmãos

O delegado Murilo Tavares, um dos responsáveis pelo inquérito, revelou que a investigação sobre o sumiço de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, Maranhão, mantém como principal linha de apuração a participação de uma terceira pessoa no possível sequestro das crianças. Desde o dia 4 de janeiro, quando os irmãos desapareceram, não há qualquer vestígio de Ágatha e Allan Michael, e familiares aguardam respostas sobre seu paradeiro.

As duas crianças foram vistas pela última vez acompanhadas do primo Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois do ocorrido. Apesar da localização do menino mais velho, não surgiram indícios físicos ou provas que possam indicar onde estão Ágatha e Allan Michael.

Durante o encontro da comissão da Câmara dos Deputados em Bacabal, o delegado frisou que nenhuma hipótese foi descartada. Contudo, a principal suspeita da Polícia Civil aponta que um terceiro indivíduo teria sequestrado os irmãos. “Posso dizer que nenhuma vertente está sendo abandonada. A maior especulação é que houve uma terceira pessoa que sequestrou os dois meninos”, afirmou Tavares.

O delegado também citou duas denúncias que acabaram não se confirmando. Em um dos relatos, uma testemunha alegou ter visto as crianças atravessando um rio em uma canoa, mas, após averiguação, a fonte negou ter presenciado qualquer travessia. Em outro caso, investigadores foram a São Paulo atrás de uma informação sobre meninos semelhantes em um hotel, mas essa pista também não foi validada.

O coronel Túlio, integrante da força-tarefa de buscas na região, declarou não acreditar que os irmãos estivessem na mata. Segundo ele, as operações de varredura foram realizadas com excelência, e, se as crianças estivessem na floresta, teriam sido encontradas. “Não foram encontradas porque, na minha opinião, não estavam lá. Se estivessem, teriam sido achadas”, disse o militar.

Por fim, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, desabafou sobre a falta de respostas. Ela afirmou sentir frustração com o andamento das investigações: “Não têm respostas para me dar, só dizem que estão investigando, mas não há um posicionamento do que aconteceu”. Clarice mantém a convicção de que um terceiro indivíduo levou os filhos e acredita na possibilidade de que ainda estejam vivos.

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