Prevista para o terceiro pavimento do prédio, a nova unidade de CTI seguirá o padrão já existente, com foco no atendimento integral a pacientes graves. O projeto inclui recepção, posto de enfermagem, sala de psicologia, banheiro para pacientes, dez leitos — dois deles isolados — e áreas administrativas como sala de médicos, copa, conforto para a equipe, banheiros, higienização de equipamentos e sala de utilidades. O acesso será feito por dois elevadores capazes de transportar macas e por uma passarela coberta interligada ao prédio principal, além da entrada pela garagem.
No caso da sala de soroterapia, será criado um ambiente exclusivo e seguro para infusões intravenosas, com poltronas confortáveis, espaçamento adequado, posto de enfermagem e banheiros acessíveis. A recepção própria garantirá fluxo independente das demais áreas do hospital. O pavimento ainda contará com hall de elevadores, escadas, elevador de segurança e área destinada aos funcionários, equipada com escaninhos e sanitários.
As novas enfermarias também seguem o plano de expansão. Distribuídas em três pavimentos, terão garagem no térreo e conexão direta ao prédio principal a partir do segundo nível. Cada andar contará com oito quartos com dois leitos e um com três leitos, além de ambientes de apoio como rouparia, copa, posto de enfermagem, guarda de equipamentos, expurgo, DML e elevadores compatíveis com transporte de macas. A criação de 62 novos leitos SUS é apontada como essencial para reduzir a demanda reprimida da região.
Outro eixo da ampliação contempla a modernização do C.A.F. (Central de Abastecimento Farmacêutico) e do S.A.M.E. (Serviço de Arquivo Médico e Estatística). No C.A.F., estarão previstas áreas para recepção e inspeção de materiais, expedição, supervisão administrativa e armazenamento setorizado, incluindo espaços climatizados para produtos termolábeis e imunobiológicos. Já o S.A.M.E. reunirá sala de espera, área administrativa, copa, vestiários, DML e salões para arquivos ativo e passivo, mantendo a organização dos prontuários realizada por sua equipe.
Principal referência em saúde de João Monlevade e região, o Hospital Margarida atende a população de João Monlevade e mantém caráter regional há mais de cinco décadas. Construído no início dos anos 1950, a edificação preserva características arquitetônicas marcantes, como elementos coloniais, art déco e ecléticos. Seu modelo horizontal em pavilhões e módulos reúne amplos corredores longitudinais, circulação entre alas e edificações anexas incorporadas ao longo dos anos, que ajudaram a modernizar áreas assistenciais e redistribuir serviços de apoio, mantendo em operação um equipamento essencial para a saúde pública local.








