Veículos de imprensa e equipes de resgate voluntário da região do Médio Piracicaba têm reclamado da falta de comunicação por parte da concessionária Nova 381, responsável pela administração do trecho da BR-381 de Caeté a Governador Valadares.
Segundo jornalistas locais, há dificuldade para obter informações sobre acidentes e ocorrências na rodovia. Os profissionais relatam que, desde o início das operações da concessionária, o contato com a imprensa tem sido ineficiente. “Recebemos apenas comunicados sobre manutenção e limpeza, mas nada sobre acidentes, número de vítimas ou atendimentos”, afirmou um dos jornalistas da região.
A falta de resposta adequada aos jornalistas transmite a impressão de que só há melhorias e que não estão acontecendo acidentes na BR-381 após a concessão. No entanto, motoristas relatam diariamente tombamento de carretas, colisões e outras ocorrências.
Na prática, jornalistas da Rádio Alternativa, portal rede, Vagner Ferreira, portal Babados e Badalos entre outros, afirmam que entram em contato com a Nova 381 solicitando informações, porém não obtêm repostas.
A ausência de diálogo também afeta os grupos de resgate voluntário, como o Sevor (Serviço Voluntário de Resgate), de João Monlevade, que há mais de 25 anos atua no atendimento a vítimas de acidentes na BR-381. O presidente da instituição, Renato Carvalho, afirma que o grupo deixou de ser acionado para ocorrências e que até mesmo o próprio resgate da concessionária tem enfrentado dificuldades para atuar em casos com múltiplas vítimas.
“Há situações em que ambulâncias transportam mais de uma vítima por vez, o que não é o ideal. Antes de assumir a rodovia, a empresa procurou os grupos de resgate, conheceu nossas instalações e propôs parcerias. Mas, depois que começou a operar, o diálogo foi cortado. Hoje, nem os bombeiros nem o Samu são acionados em muitos casos”, relatou Renato.
Em entrevista ao radialista Vagner Ferreira, na manhã desta sexta-feira (31), Renato Carvalho disse estar preocupado com o cenário e reforçou que os grupos voluntários seguem à disposição para prestar apoio sempre que necessário. Ele alertou ainda que a demora no atendimento pode agravar o quadro das vítimas, principalmente neste período chuvoso, quando o número de acidentes costuma aumentar.
Jornalistas também criticam a postura da concessionária, afirmando que a falta de transparência compromete o trabalho de comunicação e o direito da população à informação. “Uma empresa desse porte, com estrutura e recursos, não conseguir manter um canal de comunicação eficiente é um desrespeito, principalmente com o trabalho das rádios e portais que atualizam constantemente os usuários da rodovia”, destacou Lindiomar Reis, jornalista do Portal Rede e repórter da Rádio Caraça.
Enquanto as reclamações se acumulam, os acidentes continuam sendo registrados na BR-381. Tanto a imprensa quanto os socorristas voluntários dizem esperar que a Nova 381 reveja sua política de comunicação e volte a atuar de forma integrada com quem, há décadas, ajuda a salvar vidas e informar a população.
Por Lindomar Reis









