Repórter Thomaz Albano
Era 18h45 dessa segunda, 22. O caminhão do Corpo de Bombeiros Militar deixa a sede do batalhão às pressas. Em poucos minutos os militares já estavam no local da ocorrência: avenida Alberto Lima, no Sion. Imediatamente foi possível constatar que não era somente mais uma ocorrência, mas a maior ocorrência que os Bombeiros de Monlevade atendiam desde que chegaram na cidade.
Dado o tamanho da tragédia, com labaredas altas, fumaça intensa e densa, outro fato chamou a atenção: a solidariedade do monlevadense. Antes mesmo dos Bombeiros, moradores que residem nas proximidades da ocorrência tentavam, a todo custo, sufocar as chamas.
Enquanto as equipes profissionais se debruçavam para evitar tragédia maior, como o alastramento do fogo, caminhões pipa de empresas eram acionados para comparecer, voluntariamente, ao local. Em menos de 30 minutos já eram 6 caminhões que abasteciam os veículos dos Bombeiros e da Brigada Florestal.
O esforço coletivo, para salvar o que fosse possível, ganhou coro ainda maior com a presença dos voluntários do Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) e da Brigada Florestal Voluntária. Foram três horas de atuação incessante, concentrados, sem perder o foco. Nem mesmo a chuva intensa, que deixou as vestimentas especiais de combate a incêndio ainda mais pesadas, desmobilizou os voluntários.
Para acessar as dependências do galpão, que ainda ardia em chamas, prontamente, guincheiros, com veículos pesados, comparecerem ao local e num piscar de olhos derrubaram o grande portão que inviabilizava o acesso dos combatentes.
Quando foi preciso quebrar o muro, para abrir outra frente de combate, logo surgiu um trator retroescavadeira, em segundos o acesso foi aberto. O que se viu foi uma grande corrente do bem para salvar o que fosse possível, mesmo sem ter ciência de quem pertencia o local atingido. Ao todo, foram 10 caminhões pipa, 1 caminhão da Brigada Florestal, 2 viaturas do Sevor, 3 caminhões dos Bombeiros, 1 caminhão da Brigada da Arcelor. Dezenas de voluntários.









