terça-feira, março 10, 2026
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Morre a lenda do cinema Brigitte Bardot, aos 91 anos

Ícone nacional francês, ela foi saudada por Simone de Beauvoir em 1959 como “locomotiva da história das mulheres”. Mais tarde, destacou-se como defensora dos direitos dos animais e polarizou com discurso xenófobo.

Brigitte Bardot, a lendária atriz francesa, ícone feminino dos anos 1960 e fervorosa ativista dos direitos dos animais, morreu aos 91 anos, anunciou neste domingo (28/12) a Fundação Brigitte Bardot.

“A Fundação Brigitte Bardot anuncia com imensa tristeza o falecimento de sua fundadora e presidente, Brigitte Bardot, a atriz e cantora mundialmente famosa, que optou por abandonar sua prestigiosa carreira para dedicar sua vida e energia ao bem-estar animal e à sua Fundação”, diz o comunicado, sem especificar a data ou o local da morte.

Bardot se aposentou como atriz há mais de 50 anos, deixando para trás cerca de 50 filmes.

Nascida em 28 de setembro de 1934 em Paris, filha de um industrial, Brigitte Bardot começou a carreira de modelo aos 15 anos, com os cabelos castanhos já descoloridos. O visual fez dela uma das “loiras” mais famosas do século 20, assim como Marilyn Monroe.

Carreira de atriz

Bardot fez seus primeiros filmes aos 18 anos, mas ganhou atenção internacional com seu papel em E Deus Criou a Mulher (1956), dirigido pelo marido Roger Vadim, com quem se casara em 1952. No filme, ela interpreta uma jovem que usa deliberadamente seus encantos eróticos para conquistar os homens. Nascia assim o mito de Bardot. Nos EUA, o filme foi considerado explícito demais para o cinema. Proprietários de cinema que o exibiram foram até presos.

Isso não diminuiu o sucesso do longa nem de Bardot —uito pelo contrário. Nos anos seguintes, ela se consolidou como uma femme fatale. Apareceu em mais de 40 filmes, incluindo A Verdade (1960), de Henri-Georges Clouzot, O Desprezo (1963), de Jean-Luc Godard, e Viva Maria! (1965), de Louis Malle.

Cantora, modelo, ícone

Bardot também gravou inúmeras canções e músicas pop nas décadas de 1960 e 1970, incluindo com Serge Gainsbourg e Sacha Distel. Como modelo, foi musa de estilistas de grandes casas de moda, incluindo Dior, Balmain e Pierre Cardin.

Devido ao seu estilo de vida hedonista, que também abraçava fora das telas, tornou-se um ícone da revolução sexual da época. Após se divorciar de Vadim em 1957, teve vários casos amorosos lendários, incluindo com seu colega de elenco, o ator Jean-Louis Trintignant. Os dois se tornaram um casal dos sonhos no cinema francês, tanto dentro quanto fora das telas.

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