Boato – A última “saidinha” do ano começa hoje, vai até 18 de dezembro e que 50 mil presos estariam liberados para assaltar as ruas.
Uma mensagem que circula em aplicativos de mensagens e redes sociais voltou a causar alarme entre os internautas no período de fim de ano. O texto sugere que uma grande liberação de detentos, especificamente 50 mil, está prestes a ocorrer na “última saidinha” de presos, com um período que se estenderia até o dia 18 de dezembro.
A mensagem insinua que esta seria a derradeira vez que as saídas temporárias de presos (a “saidinha”) seriam concedidas e faz um apelo para que as pessoas redobrem o cuidado nas ruas. A preocupação é legítima, afinal, a segurança pública é um tema central, e informações sobre a liberação em massa de detentos geram receio
Atenção pessoal, avisem seus familiares que a partir de hoje até o dia 18 as policías pediram atenção dobrada ao andarem com os carros e a pé nas ruas! TEM 50 mil presos saindo da prisão. Essa é a última saidinha dos bandidos!! Depois não havera mais saidinhas. Muitos não vão voltar pra prisão! Será uma semana agitada. Tomem muito cuidado ao subir e descer do carro, olhar por todos os lados. Esse foi o aviso de todas as policías e delegados na reunião da Conseg de ontem. Repassem aos parentes e amigos !!!
Quais informações estão erradas no texto?
O texto viral contém uma série de informações incorretas. A primeira é a afirmação de que “TEM 50 mil presos saindo da prisão”. Embora o número de detentos no regime semiaberto que se qualificam para a saída temporária seja significativo, um levantamento do UOL de novembro de 2025, por exemplo, aponta para uma projeção que está muito aquém de 50 mil para o período.
A segunda grande desinformação é a ideia de que essa será a “última saidinha dos bandidos”. Embora uma lei aprovada em 2024 pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente tenha imposto restrições, ela não acabou totalmente com o benefício. A legislação restringe o direito aos presos em regime semiaberto que possuem bom comportamento e que têm direito ao benefício, mantendo o instituto, diferentemente do que a mensagem viral sugere.








