Alunos, professores e servidores da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), unidade João Monlevade, estão enfrentando uma situação alarmante nos últimos dias. Um líquido escuro e de odor forte tem se acumulado na portaria da universidade, localizada em frente ao cemitério do Bairro Baú.
De acordo com relatos de estudantes, o problema começou na semana passada, após o período de chuvas. O líquido, que seria necrochorume, escorreu do cemitério em direção à área de entrada da instituição, justamente onde costumam estacionar os veículos. Com o retorno do calor nos últimos dias, o cheiro ruim se intensificou.
O que é necrochorume?
O necrochorume é um líquido resultante da decomposição de corpos humanos em cemitérios. Ele é composto por água (cerca de 60%), sais minerais (30%) e substâncias orgânicas (10%), incluindo bactérias, vírus, aminoácidos, amônia, putrescina e cadaverina — compostos responsáveis pelo forte odor e pelo potencial contaminante.
Quando não há um sistema de drenagem e impermeabilização adequado nos cemitérios, esse líquido pode infiltrar-se no solo, contaminar lençóis freáticos e até escoar para áreas próximas, como ruas e residências.
Prefeitura esclarece
“A Prefeitura de João Monlevade esclarece que o líquido escuro identificado nas proximidades da portaria da UEMG, no entorno do Cemitério do Baú, é proveniente de água da chuva acumulada.
A ausência de sistema de drenagem no local causou o empoçamento, e o odor registrado se deve à decomposição de folhas e outros resíduos. Não há presença de chorume.
A Secretaria de Serviços Urbanos já esteve no local e realizou a limpeza da área.”









